imagens possíveis para a sala:





Em frente a uma imagem temos que reconhecer que: “provavelmente é ela que sobreviverá a nós, que nós somos o elemento frágil, o elemento de passagem, e que ela é o elemento do futuro, o elemento da duração. Com frequencia a imagem tem mais memória e mais porvir que o ser que a mira.” (Didi-Huberman, Ante el tiempo, pg 12)[1]
[1] Ante una imagen tenemos que reconocer el siguiente: “que probablemente ella nos sobrevivirá, que ante ella somos el elemento frágil, el elemento de paso, y que ante nosotros ella es el elemento del futuro, el elemento de la duración. La imagen a menudo tiene más de memoria y mas de porvenir que ele ser que la mira.”
imagens do projeto inicial – [fotografia digital]


O trabalho que começo a desenvolver surgiu de inquietações acerca da relação do espectador com o espaço da arte, com o espaço entorno, e também em como a arquitetura deste entorno se configura como desenho, e como este se dá a perceber. Quer dizer, são pensamentos que dizem respeito em como este espaço é apresentado à fruição, como ele é recebido pelo observador, e também como ele lhe devolve este olhar. O lugar da arte, o espaço expositivo há muito é integrante do pensamento artístico, e, tem se tornado por vezes o próprio objeto de proposições estéticas chamados de intervenções, site-specifics, etc. Neste sentido, Mirada se propõe como uma experiência do olhar sobre o próprio lugar que abriga exposições, suas estruturas particulares, portas, janelas, colunas, paredes, vigas, suas marcas e especificidades. Sugerindo, através da imagem criada no e pelo próprio lugar, diferentes miradas.
